A rolagem do Chrome no Android ficou mais suave; entenda como
Google afirma que conseguiu reduzir em 48% o "scroll jank" (engasgos de rolagem) no Chrome para Android de 2023 para 2026.
Google afirma que conseguiu reduzir em 48% o "scroll jank" (engasgos de rolagem) no Chrome para Android de 2023 para 2026.

Mesmo que você tenha um celular topo de linha, talvez você já tenha passado pela experiência de notar “engasgos” ao rolar uma página no Chrome. Trata-se de um comportamento comum, mas, agora, menos frequente: o Google afirma ter reduzido o “scroll jank”, como o problema é chamado, em 48% no Chrome para Android.
Esse tipo de instabilidade ocorre quando você está rolando a página e, de repente, o fluxo de rolagem para brevemente. Nessas circunstâncias, o navegador pode dar um “salto”, isto é, avançar bruscamente para um ponto da página mais à frente, muitas vezes fazendo você ter dificuldade para localizar uma informação específica.
O Google explica que o salto ocorre porque o Chrome tem um limite de tempo para exibir cada quadro (frame) antes da atualização de tela. Se o limite for superado, o frame anterior é exibido por mais um ciclo de atualização. Quando o quadro novo finalmente fica pronto, a página “pula” diretamente para a posição mais recente da rolagem.
Normalmente, nós, meros usuários, percebemos essa dinâmica como um incômodo “engasgo” na tela, ainda que o problema seja mais sutil do que um travamento verdadeiro. Isso explica o fato de o Google ter dedicado esforços para reduzir o “scroll jank”.
Podemos pensar que a solução do problema está simplesmente em tornar o Chrome mais rápido, mas não é bem assim. Como vários fatores podem contribuir para esse tipo de instabilidade, a solução está em tornar o fluxo de entrega de quadros tão consistente quanto possível.
Para tanto, os desenvolvedores ajustaram a forma como o Chrome trata os toques na tela correspondentes à rolagem. Em vez de isso ficar na carga de trabalho principal do navegador, que pode estar ocupada executando scripts, por exemplo, o processamento da rolagem passou a ser feito por um componente mais dedicado e, portanto, menos suscetível a atrasos.
Além disso, o Chrome passou a otimizar o tempo de exibição dos frames. Se um toque atrasar por apenas alguns milissegundos, o navegador pode esperar um pouco antes de renderizar a próxima imagem.
Se não houver mais tempo para isso, o navegador estima a posição que o dedo deverá alcançar no instante seguinte, evitando que a tela repita um quadro anterior e cause o efeito de “engasgo” na rolagem.
Eis o resultado: o Google afirma que, entre 2023 e 2026, o “scroll jank” caiu 48% no Chrome para Android.
O meu pensamento inicial foi o de que essa porcentagem deveria ser maior. Mas, se levarmos em conta que o Chrome para Android roda em uma grande diversidade de celulares e tablets, com as mais variadas configurações, este não deixa de ser um avanço relevante.
Seja como for, o Google deu a entender que os esforços para a otimização do Chrome no Android continuam.
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