Carrefour vai vender de smartphones a itens de mercearia na Amazon

Supermercado cuidará de toda a operação, incluindo estoque, entrega e pós-venda, com centro de distribuição de Cajamar (SP) como base.

Giovanni Santa Rosa
• Atualizado às 16:50
Resumo
  • O Carrefour iniciou vendas na Amazon com mais de 1.300 itens, incluindo smartphones e mercearia.
  • O Carrefour opera como vendedor independente, cuidando de estoque, entrega e pós-venda.
  • O centro de distribuição de Cajamar (SP) será a base para entregas em todo o Brasil.

A Amazon anunciou, nesta terça-feira (04/08), o início das vendas do Carrefour em seu marketplace. De acordo com a gigante americana, já estão disponíveis mais de 1.300 itens no site e no aplicativo.

“Estamos muito entusiasmados com essa parceria, que representa um avanço importante na nossa estratégia digital e reforça a presença do Carrefour em um ecossistema cada vez mais conectado”, afirma Aydes Marques, diretor-geral de dados do Grupo Carrefour Brasil.

Como vai funcionar a loja do Carrefour na Amazon?

Segundo o comunicado divulgado pelas duas empresas, o Carrefour vai operar como vendedor independente, sendo responsável por toda a cadeia, incluindo estoque, entrega e pós-venda.

A varejista francesa usará seu centro de distribuição de Cajamar, na Grande São Paulo, como base para sua operação logística. De lá, sairão as entregas para todo o Brasil. Entre os produtos que verifiquei para entrega em meu endereço, na capital paulista, não há frete grátis.

O Carrefour chega à Amazon com um portfólio bastante variado, com eletrodomésticos, eletrônicos, smartphones e itens de mercearia não perecíveis. Passando pela lista da loja, vemos impressoras, cafeteiras, fones de ouvido, meias, brinquedos, destilados e petiscos para cães, entre outros.

Carrefour e Amazon seguem passos de outros varejistas

Abrir lojas no marketplace “vizinho” virou uma estratégia comum no varejo brasileiro, com aproximações entre rivais que pareciam bastante improváveis.

Em junho, por exemplo, o Magazine Luiza passou a vender 12 mil itens na Amazon, e há estudos para que a Magalog, braço logístico da varejista brasileira, se torne prestadora de serviços da Amazon. Outra possibilidade é oferecer produtos do Magalu no Amazon Prime, com frete grátis.

Antes disso, em 2024, o Magazine Luiza também tinha firmado uma parceria com o AliExpress. Assim, uma loja colocava produtos de seu catálogo no e-commerce da outra (e vice-versa). No ano seguinte, foi a vez de a Casas Bahia colocar seus itens no Mercado Livre.

Saindo um pouco do e-commerce tradicional, alguns acordos visaram oferecer um leque maior de mercadorias aos clientes. O Magalu, por exemplo, passou a vender em seu marketplace itens presentes em lojas físicas da Americanas, de seções como bomboniere, limpeza e higiene pessoal.

Já o Mercado Livre tem parcerias com o próprio Carrefour e com o Assaí Atacadista, entre outras empresas, para itens de supermercado.

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Giovanni Santa Rosa

Giovanni Santa Rosa

Repórter

Giovanni Santa Rosa é formado em jornalismo pela ECA-USP e cobre ciência e tecnologia desde 2012. Foi editor-assistente do Gizmodo Brasil e escreveu para o UOL Tilt e para o Jornal da USP. Cobriu o Snapdragon Tech Summit, em Maui (EUA), o Fórum Internacional de Software Livre, em Porto Alegre (RS), e a Campus Party, em São Paulo (SP). Atualmente, é autor no Tecnoblog.