Google decreta fim definitivo do Google Assistente

Substituição pelo Gemini começa em 4 de setembro e será aplicada de forma gradual.

Felipe Faustino
• Atualizado às 14:23
Resumo
  • O Google encerra o Google Assistente em 4 de setembro, transferindo suas funções para o Gemini em dispositivos Android compatíveis, conforme e-mail enviado aos usuários.
  • O Gemini assume comandos de voz, pesquisas e tarefas integradas ao sistema, permanecendo o comando “Ok Google” disponível.
  • Dispositivos domésticos, como Google Home e TVs com Google TV, não serão afetados na etapa inicial da implementação.

Cerca de oito meses após adiar o fim do Google Assistente, o Google finalmente definiu uma data para desligar o serviço: 4 de setembro. Ele vai parar de funcionar nos celulares e os usuários vão notar a transição para o Gemini, nome guarda-chuva para as tecnologias de inteligência artificial da empresa.

A data apareceu em emails que o próprio Google teria enviado para usuários. Neles, a empresa informa que a remoção será feita gradualmente ao longo de várias semanas. “Assim que a disponibilidade acabar, você não poderá mais voltar para o Assistente no seu celular, tablet ou aparelhos pareados”, afirma o comunicado.

De acordo com o email, a inteligência artificial deve assumir as tarefas de assistente em aparelhos que sigam os requisitos mínimos do sistema e estejam em regiões em que o Gemini está disponível. Dessa forma, espera-se que a mudança também seja aplicada ao Brasil.

O Google Assistente foi lançado em 2016 como uma resposta da empresa à Siri, da Apple, e começou a funcionar em português em 2017.

O que o Gemini é capaz de fazer?

Com a atualização, o Gemini passa a ser a opção padrão para interações por voz, pesquisas, comandos rápidos e tarefas integradas ao sistema em celulares, relógios com Wear OS, fontes de ouvido e carros que usam Android Auto.

Só para reforçar: além do “Ei, Gemini“, o comando “Ok Google” deve continuar funcionando, em conjunto com o botão de energia e outros gestos usados para abrir o assistente. O Gemini será o único responsável por diversas tarefas, entre as quais:

  • Criar e controlar alarmes e outros recursos de tempo
  • Ajustar configurações do sistema
  • Abrir aplicativos
  • Tirar fotos e capturas de tela
  • Fazer chamadas e enviar mensagens
  • Consultar rotas no Maps, criar compromissos na Agenda e outras tarefas integradas aos serviços do Google

No entanto, dispositivos domésticos ficarão de fora da implementação nesta etapa inicial. Isso inclui o Google Home e TVs com Google TV, aponta o site 9to5Google.

Migração foi adiada

O encerramento do Google Assistente estava previsto, inicialmente, para o ano passado, mas o Google manteve o suporte por mais tempo enquanto ajustava o Gemini.

Quando lançado como uma opção de assistente em 2024, ainda sob o nome de Gemini Live, a ferramenta foi criticada por não realizar tarefas básicas, como definir alarmes. O app passou por mudanças e atualmente já possui essa capacidade, além de mexer em ajustes do dispositivo. Segundo o site Android Authority, páginas de suporte do Google passaram a destacar que o Gemini consegue executar os comandos do assistente antigo e oferecer interações mais naturais.

Neste meio tempo, o Google também licenciou o modelo de IA proprietário para a Apple. O acordo permite que a Siri, assistente dos sistemas da empresa, seja mais conversacional e execute mais tarefas no dispositivo.

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Felipe Faustino

Redator

Felipe Faustino é bacharel em jornalismo pela Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp). Escreve sobre tecnologia, eletrônicos e ciências, editoria na qual também atuou pelo Jornal da USP. Além de jornalista, fã de tecnologia e fissurado por questões de meio ambiente, é, sobretudo, apaixonado pela DC Comics e pelo SPFC.