Um estudo curioso e inovador, conduzido por pesquisadores de três universidades, explorou a possibilidade de aves aprenderem a fazer videochamadas. O objetivo era entender se essas tecnologias poderiam suprir as necessidades de socialização de aves de estimação.
Etapa 1: Treinamento
O experimento envolveu 18 pássaros durante três meses. Os animais foram treinados por etapas, primeiro aprendendo a tocar um sino (representando a vontade de fazer a ligação) e, depois, interagindo com um tablet. O dispositivo móvel exibia as fotos de outras aves participantes do estudo, permitindo que o participante escolhesse com quem gostaria de se comunicar. Em alguns casos, a intervenção humana era necessária para realizar a ligação.
Etapa 2: Comunicação
Durante as chamadas de vídeo, foram notadas várias interações à distância que simulavam comportamentos das aves quando viviam em bandos, como o canto em conjunto e brincadeiras. Os cientistas notaram que cada pássaro não só compreendia que era necessário fazer as ações para iniciar a conexão, mas também demonstrava mais interesse em fazer as próprias ligações se fossem escolhidos para chamadas de outros participantes.
Etapa 3: Benefícios
O grupo notou que as ligações eram encerradas sempre que uma das aves demonstrava algum tipo de distração ou desinteresse e poderiam durar no máximo 5 minutos. No geral, os tutores relataram que perceberam benefícios tanto para as aves quanto para eles mesmos nessa atividade, que é também uma nova forma de conexão entre eles.
Conclusão
O estudo revelou que as videochamadas podem ajudar os papagaios a se aproximarem da forma de comunicação das aves na natureza. Isso tem consequências positivas que incluem a melhora do comportamento e do bem-estar em geral dos periquitos e papagaios envolvidos. Embora a ideia não seja que qualquer pessoa que tem uma dessas aves em casa comece a fazer chamadas com outros tutores, o estudo aponta caminhos para o possível desenvolvimento de métodos observáveis com contribuições concretas.